sábado, 26 de setembro de 2009

Trecho do livro Babili




_ Meu senhor e meu rei, tenho-o como o sol dos meus dias.Peço aos senhor meu deus que nunca permita que você apague em minha vida, pois tenho certeza que meu coração se mergulharia em trevas densas. Meu senhor, você é a luz dos meus olhos, a estrela primeira de minhas noites, pela qual aguardo todos os dias que embale os meus sonhos.

Ciro ouvia suas palavras e não cabia em si de contentamento. Sentia toda a sua alma invadida por venturas que nunca sonhara, para logo, em seguida entristecer-se profundamente, pois sabia que estes momentos de sonhos e de venturas estavam terminando e nunca mais veria a luz dos seus dias.

_ Fraterno Gávio, nós somos assim. Quando verdadeiramente estamos diante do ser amado, seja quem for, personalizando o que seja, filhos, filhas, pais e mães, esposas, esposos, amigos, o verdadeiros amor nunca ocupa lugar comum dentro de qualquer situação.

_ Sim meu fraterno Palminha, eu bem o sei. Este gostar primeiramente ocupa todos os espaços interpessoais, torna-se uma fixação, até que se faz transbordar, não sendo possível omiti-lo ou escondê-lo em qualquer circunstancias em que nos encontramos. Muito ao contrário ele se torna presente, fazendo com que o ser amante se sinta constantemente e intensamente tocado pela simples perspectiva da presença do ser amado, é como se fosse um sentimento antecipatório.Assim o ser amante, por mais que busque disfarçar ou que tente esconder, jamais consegue dissimular o seu sentimento.Brilha onde quer que se manifeste, ninguém consegue esconder a sua luz.

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Na afetividade alegramos-nos coma alegria do outro e ficamos felizes pela felicidade do outro. Sustentamo-nos e sustentamos um ao outro através do abençoado comportamento da afetividade que singra pelo interior dos nossos corações até o momento em que o ser feliz passa a encontrar-se intimamente ligado à felicidade do outro.

A afetividade é o embrião do amor, o primeiro tem endereço certo e possui face. Quando começamos a amar perdemos a objetividade. O amor atua de formas múltiplas e amplas e não sobre elementos isolados.

É um sentimento que nunca é individualista, por isso jamais se fecha e se esparge com uma abrangência incontrolável.
O amor não é estático, mas se realiza através da dinâmica dos sentimentos. Por isso é realmente o sol das almas, gerando fecundidade indistinta por onde quer que se faça presente.
A afetividade engravida um , vinculando-se aos campos do material biológico, por isso produz maravilhosamente corpos. O amor engravida vários e de uma só vez, pois opera de forma dinâmica de espírito para espírito, ele não produz corpos , produz sempre e sempre mais amor!
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O amor jamais se algema ao que quer que seja, desviando o curso, ou se transferindo para outro sentimento. O amor em momento algum machuca-se, pois ele nem cai e nem se fere. Ele a tudo respeita e em tudo cede. É versátil, adaptável. Pena que muitos confundam com sentimento de posse e querem manter pessoas, coisas e circunstâncias sob domínio. Amigo o amor jamais escraviza, ele liberta sempre

Se o amor é o sol das almas, a amizade lhe é fonte emanadora, e a fraternidade, os raios que fazem espargir sua luz transformadora.

O ser amigo é amigo de um ou de alguns. Entretanto o ser fraterno é o “ser amigo” que deixa de ser uma entidade receptora, tornando-se uma individualidade emanadora de amizade, irradiando sua luz em todas as direções independentemente das possibilidades, pessoas, coisas ou circunstâncias.

Por isso a fratrernidade é a incubadora mais próxima para o amor! O “ser fraterno” confraterniza num entrelaçamento profundo ao passo que na conquista do amor ele simplesmente ama independente de qualquer situação.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Eu sou o caminho, a verdade e a vida...


Dentro das psicografias recebidas por Chico Xavier, João Nunes Maia, entre outros autores, temos a revelação de realidades espirituais de difícil aceitação para alguns, enquanto que para outros perfeitamente compreensíveis. Muitos médiuns têm vivências espirituais antes mesmo de ter as explicações espíritas, umbandistas ou cientificas para tal fenômeno, estas se vierem ser descritas para qualquer cético, seriam facilmente tomadas como delírio ou mentira. OS mediuns podem encontrar realidade análoga a que experimentam na literatura espírita, tendo muitas respostas para muitas perguntas. Uma delas é quem foi Jesus?

O livro dos espíritos descreve que os espíritos mais evoluídos seriam como luzes irradiantes e onde seus raios tocam eles conseguem alcançar uma percepção holística das coisas.
Segundo o livro “A caminho da luz” escrito pelo médium Francisco Cândido Xavier, no momento em que a massa disforme da terra se desprendeu do astro solar até a formação do planeta, lá estava esse espírito excelso com as falanges de espíritos superiores a “construir” o orbe terrestre. Lá está ele também a trabalhar na evolução dos espíritos quando passam do reino elemental para o reino humano, a cuidar do desenvolvimento do que viria a ser a consciência no homem primitivo. Este unido com suas falanges de espíritos de grandeza trabalhavam incessantemente nos bastidores de todas as civilizações para o aprendizado do espírito humano. Levou milênios em descensão vibratória para assumir as vestes da carne, dado seu caráter energético espiritual em muito superior as necessidades de aprendizado da experiência da terra. Se houvesse forma de comparar, diria que seria escolher viver em ambiente desolador, entre uma cidade desenvolvida cheia de conforto e segurança e um país africano em guerra civil, encolheríamos o país africano para tentar ajudar o seu desenvolvimento. Aqui há apenas um pobre esboço que não revela a grandeza de seu espírito,tentando evitar o sentimento que muitos tem como exagero divinizante, porém, devo afirmar que quando reconhecemos beleza extrema em alguém, principalmente aquela a qual estamos longe de possuir, e quando o detentor dessa beleza nos faz sentir dentro do imo da alma o seu amor impulsionando o nosso crescimento, não temos como não divinizar esse ser.
Se nós ainda temos os resquícios do instinto e do ego, e começamos a desenvolver os sentimentos, ele era sentimento e algo mais que ainda nossa compreensão não pode alcançar pois não temos o sentido para isso.

(Se sentimos beleza nos sentimentos que cultivamos, de amor pelos nossos filhos, de desejo de bem, de desejo de harmonia, este sentir revela também um lugar existente que refletiria em todas as suas expressões essa perfeição, seja nas percepções visuais, ofativas, táteis ou qualquer outras. São Lugares que existem e podem ser recordados e alcançados, a medida que diminuímos o precipício entre a consciência e o sentimento, cratera criada pelas escolhas de encarnações sucessivas. )

O amor do Cristo,é o sustentáculo para todas as expressões de amor na terra, como o modelo do espírito mais evoluído que entramos em contato, ele inspira não apenas a nós religiosos e não religiosos através do evangelho, de suas expressões de grandeza reconhecidas como comoção na alma quando ouvimos ou lemos as historias, mas também inspirador das falanges dos espíritos que se apresentam em seu nome para o exercício do amor.

Para concluir, um depoimento de um espírito que como eu tinha certa repulsa ao as afirmações religiosas de cunho individual sobre o Cristo, quando essas afirmações sugerem o Cristo como o herói que traria o “paraíso” sem esforço pessoal. (Sabendo depois que se trata do primeiro achado, da primeira construção da representação religiosa que traz ainda em si as características particulares do ego, de querer que todos sejam e sigam o mesmo pensamento encontrado na adoração unicamente pela promessa de sermos salvos das dores existenciais. Esta postura é cristalizada pelo espírito as vezes por sucessivas vidas, para permanecer na segurança e pode levar tanto a compreensão como a ilusão. Caindo na ilusão... toda árvore que meu pai não plantou será arrancada.)

Luciano Freitas

Hoje, não mais cogito crer, porque sei. E aquele mestre nazareno polariza igualmente as minhas esperanças. Lembro-me que ( quando encarnado) um dia palestrando com alguns amigos protestantes. Notei que classificavam Jesus como “rocha dos séculos”. Sorri e passei, como pretensos espíritos fortes de nossa época, aí no mundo. Hoje, porém, já não posso sorrir nem passar. Sinto a “rocha” milenária, sublime que nos sustenta o pântano do coração atolado em misérias seculares.

Humberto de Campos, extraído do livro Boa Nova.

Carta de Públio Lentulos a o imperador Tíbérius



Sabendo que desejas conhecer quanto vou narrar, existindo nos nossos tempos um homem, o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado o profeta da verdade, e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do céu e da terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado; em verdade, ó César, cada dia se ouvem coisas maravilhosas desse Jesus: ressuscita os mortos, cura os enfermos, em uma só palavra: é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto, e há tanta majestade no rosto, que aqueles que o vêem são forçados a amá-lo ou temê-lo. Tem os cabelos da cor amêndoa bem madura, são distendidos até as orelhas, e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes.
Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos nazarenos, o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face, de uma cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis.
A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio, seu olhar é muito afetuoso e grave; tem os olhos expressivos e claros, o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando resplende, apavora, e quando ameniza, faz chorar; faz-se amar e é alegre com gravidade.
Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar. Tem os braços e as mãos muito belos; na palestra, contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele se aproxima, verifica-se que é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo, jamais, visto por estas partes uma mulher tão bela, porém, se a majestade tua, ó César, deseja vê-lo, como no aviso passado escreveste, dá-me ordens, que não faltarei de mandá-lo o mais depressa possível.
De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram.
Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes. Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este Jesus; muitos judeus o têm como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de Tua Majestade; eu sou grandemente molestado por estes malignos hebreus.
Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde, porém à tua obediência estou prontíssimo, aquilo que Tua Majestade ordenar será cumprido.
Vale, da Majestade Tua, fidelíssimo e obrigadíssimo, Públio Lentulus, presidente da Judéia Lindizione sétima, luna seconda





Informações históricas -http://br.geocities.com/cepak2001br/cartadepubliolentulo.html

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A casa de meu pai tem muitas moradas.



No post anterior Akiana descreve como sendo inspirada por Deus, ela afirma que nos lugares que visitou ou concebeu haviam cores que os homens não conseguem captar as quais ela tentava reproduzir em sua genial pintura a óleo. Penso que Kagaya conseguiu nas suas pinturas encontrar a forma de representar essas cores para os olhos dos homens encarnados, pela sublime sensação que ao menor olhar consegue arrancar do observador.

Derramarei meu espirito sobre toda a carne...



Alguns mediuns videntes tem o privilégio de ter descortinado a sua visão
as configurações de quadros celestes, ou mesmo em sonhos podem realmente guardar a lembrança desses lugares de beleza sublime. Como A prórpia Akiane descreve, a percepção astral revela mais cores das quais podemos ver.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Mediunidade e saúde.


Derramarei meu espírito sobre toda a carne. Vossos filhos e filhas profetizarão
, vossos jovens terão visões e vossos velhos sonharão. Atos 2:17.


Tristeza exagerado, mudança de humor repentina, transtorno bipolar, idéias fixas, instabilidade emocional, raiva inexplicável, desejos repentinos acima do nível cotidiano, tudo isso, antes de ser um desajuste químico ou físico do corpo é uma desorganização do equilíbrio da alma, e pode advir do desenvolvimento da mediunidade. Para o médium vidente ou auditivo que tem freqüentemente visões e percepções de outra realidade, quando não confundido com um esquizofrênico, fica mais fácil perceber e procurar o devido reajuste no campo espiritual. Porém, para o médium sensitivo as sensações e os sentimentos estarão em turbilhão, o que o levará a procurar diversos tratamentos eternos, que não resolvem definitivamente, mas apenas anestesiam a fisiologia corporal. _

Caso 1: Levei essa semana para o centro espírita, uma moça que tinha visões e sonhos desde de sua infância, e um incontável relatos de coisas espirituais. Ela sofria de dores diversas diagnosticada como fibromialgia, e uma perda de força no braço direito. Já estava 5 meses sem escrever e utilizava uma órtese passada pelo fisioterapeuta. Ela já havia passado por uma bateria de exames médicos e os médicos já estavam suspeitando da presença de uma espécie de câncer na coluna cervical, porém os exames de imagem, ( ressonância magnética, radiografia, tomografia computadorizada) não achavam nada de anormal em sua fisiologia. Chegando no centro espírita constatou-se que diversas entidades doentes estavam agregadas ao seu perispirito, e ela sentia as dores dessas entidades. Ao final da sessão, as dores haviam sumido e ela pode retirar a ortese de sua mão. Sendo alertada para o tamanho de sua mediunidade e a necessidade de equilibrá-la.

O médium sofre tudo isso, pois é visto pelos que habitam lá do outro lado do véu, como foco de luz em imensa escuridão, como única esperança. Então, estes desesperados , se agregam a ele na esperança de serem auxiliados. Sentimentos externos podem começar a invadir o médium e causar com o tempo desajustes psíquicos e fisiológicos diversos. As vezes as dores que o desencarnado carrega é sentida pelo médium e as vezes a própria doença que o desencarnado carregava acaba aparecendo no corpo do médium. Por isso se faz necessário alertar que além do tratamento psicológico, psiquiátrico, fisioterapeutico ou medico, o individuo que sofre esses distúrbios possa procurar uma forma de tratamento espiritual paralela, e perceber por si só se há ou não a influencia da mediunidade desequilibrada em seu desajuste.

Pintura de KAgaya

terça-feira, 17 de março de 2009

Sexo e espiritualidade



Estes três textos que se seguem são complementares, sendo apenas o começo do primeiro de minha autoria. (Ainda pode passar por uma revisão)



As diversidades de crenças religiosas dentro de suas limitações explicativas condenam as condutas excessivas das sensações humanas.Entre estas temos a promiscuidade sexual, a sensualidade exagerada, excessos que podem trazer prejuízo a saúde, como também prejuízos ao equilíbrio da unidade familiar.

A partir do ponto de vista espiritual uma explicação surge razoável para justificar o freio a ansiedade de conhecer os excessos das sensações. Leve em consideração que você ou eu somos espíritos milenares, que viemo reencarnando em diversas civilizações com culturas diferenciadas ou semelhantes, e trazemos um arcabouço intuitivo das experiências anteriores colocando na nova encarnação as tendências comportamentais da nova experiência, como também o planejamento do aprendizado a se ter pela frente. Logo, nascer em família rica ou pobre, problemática ou não é parte do planejamento, a forma como superar os problemas é parte do aprendizado.

A ontologia espiritual sugere que em nossa evolução partimos do instinto e estamos a caminho da construção de sentimentos cada vez mais amplos, e o maior seria o amor. Assim as vidas sucessivas vêm ajudar no aprendizado e no desenvolvimento dos sentimentos, do intelecto, da abstração, isso dentro das relações humanas.

Os abusos na área da sexualidade aprisionam o condutor deste comportamento na faixa dos instintos, causando assim uma dependência psicológica da sensaçã.O que permite acesso ao vampirismo e a influencia espiritual de espíritos viciados.Isto por sua vez pode levar individuo a procurar inovar cada vez mais sua experiencia em busca do prazer, tendendo a busca pela diversidade de corpos, dado que cada nova conduta no meio satisfaz menos porque parte da carga emocional é roubada pelos vampiros das sensações. Assim pouco a pouco o agente pode chegar a passar do limite imposto por seus valores, de sua barreira moral e do moralmente aceito , causando nas consciências mais experimentadas um complexo de culpa que mesmo negligenciado por esta, abre espaço para as manipulações pelas inteligências invisíveis ( Você já chegou até aqui agora não tem mais volta, aproveite e relaxe) podendo levar a sentimentos doentios e até mesmo ao socialmente destrutivo.

Esta conduta excessiva aprisiona porque limita a percepção dos sentimento, que estão estagnam o seu desenvolvimento. O indivíduo passa a se dedicar mais a busca das aventuras do que a relembrar a suavidade do carinho, do bem querer, da parceria, do companheirismo. A negligência desses, mais tarde surge no espírito como peso na consciência e ou o leva ao arrependimento ou a descrença desses sentimentos,quando invadido pela decrença tende a se tornar mais um astuto egoísta a buscar suas próprias vantagens, mesmo que pra isso tenha que passar por cima dos outros. Assim tomando o caminho mais difícil ele fica aprisionado após o desencarne a esfera de existência espiritual análoga onde a inferioridade moral, a degeneração de caráter, o controle pelo poder, o uso da força para coerção são a forma natural da sociedade, muito mais intensamente cruel que na vida do planeta. O chamado inferno pelos cristãos.

Luciano Freitas

Afetividade-

A afetividade é o laço que une os espíritos e que, na sua vertente sexual morfológica, pode ser expressada através dos encontros íntimos, nos quais os órgãos físicos dão a oportunidade do compartilhar gametas, sensações, estímulos, sonhos, prazeres, realizando a parte que lhes cabe na manifestação da sexualidade biológica, ajudando na perpetuação da espécie, além de facultar a aproximação das criaturas no processo de conhecimento íntimo e da criação de vínculos.
Por isso não é em decorrência da liberação de hormônios ou secreções compartilhados que os seres humanos se vêem atrelados aos parceiros com os quais comungam tais momentos de intimidade.

Durante tais atos, se entre ambos existe afinidade de emoções ocorre intensa troca de energias fecundantes e estimulantes, no nível vibratório de seus espíritos, saciando-os naqueles desejos de reconhecimento, de segurança afetiva, de calma interior, de serenidade na autoestima.

Exatamente por ser algo muito maior do simplesmente um processo de procriação de novos corpos, na junções mecânicas de gametas, os encontros íntimos devem ser aqueles que sirvam para estas trocas de boas energias, para as quais, mais do que os compromissos legais humanos, deve estar observando o sentimento sincero como condição indispensável para que aquele ato não seja, apenas , um encontro de músculos e carnes, e , sim , um contato de prazer que envolva a alma como um todo, nas criações lúdicas, nas alegrias divididas entre dois espíritos que se querem , muito mais do que apenas dois corpos que se procuram.

André Luiz Ruiz
Despedindo-se da terra psicografado por Lúcios.