
_ Meu senhor e meu rei, tenho-o como o sol dos meus dias.Peço aos senhor meu deus que nunca permita que você apague em minha vida, pois tenho certeza que meu coração se mergulharia em trevas densas. Meu senhor, você é a luz dos meus olhos, a estrela primeira de minhas noites, pela qual aguardo todos os dias que embale os meus sonhos.
Ciro ouvia suas palavras e não cabia em si de contentamento. Sentia toda a sua alma invadida por venturas que nunca sonhara, para logo, em seguida entristecer-se profundamente, pois sabia que estes momentos de sonhos e de venturas estavam terminando e nunca mais veria a luz dos seus dias.
_ Fraterno Gávio, nós somos assim. Quando verdadeiramente estamos diante do ser amado, seja quem for, personalizando o que seja, filhos, filhas, pais e mães, esposas, esposos, amigos, o verdadeiros amor nunca ocupa lugar comum dentro de qualquer situação.
_ Sim meu fraterno Palminha, eu bem o sei. Este gostar primeiramente ocupa todos os espaços interpessoais, torna-se uma fixação, até que se faz transbordar, não sendo possível omiti-lo ou escondê-lo em qualquer circunstancias em que nos encontramos. Muito ao contrário ele se torna presente, fazendo com que o ser amante se sinta constantemente e intensamente tocado pela simples perspectiva da presença do ser amado, é como se fosse um sentimento antecipatório.Assim o ser amante, por mais que busque disfarçar ou que tente esconder, jamais consegue dissimular o seu sentimento.Brilha onde quer que se manifeste, ninguém consegue esconder a sua luz.
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Na afetividade alegramos-nos coma alegria do outro e ficamos felizes pela felicidade do outro. Sustentamo-nos e sustentamos um ao outro através do abençoado comportamento da afetividade que singra pelo interior dos nossos corações até o momento em que o ser feliz passa a encontrar-se intimamente ligado à felicidade do outro.
A afetividade é o embrião do amor, o primeiro tem endereço certo e possui face. Quando começamos a amar perdemos a objetividade. O amor atua de formas múltiplas e amplas e não sobre elementos isolados.
É um sentimento que nunca é individualista, por isso jamais se fecha e se esparge com uma abrangência incontrolável.
O amor não é estático, mas se realiza através da dinâmica dos sentimentos. Por isso é realmente o sol das almas, gerando fecundidade indistinta por onde quer que se faça presente.
A afetividade engravida um , vinculando-se aos campos do material biológico, por isso produz maravilhosamente corpos. O amor engravida vários e de uma só vez, pois opera de forma dinâmica de espírito para espírito, ele não produz corpos , produz sempre e sempre mais amor!
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O amor jamais se algema ao que quer que seja, desviando o curso, ou se transferindo para outro sentimento. O amor em momento algum machuca-se, pois ele nem cai e nem se fere. Ele a tudo respeita e em tudo cede. É versátil, adaptável. Pena que muitos confundam com sentimento de posse e querem manter pessoas, coisas e circunstâncias sob domínio. Amigo o amor jamais escraviza, ele liberta sempre
Se o amor é o sol das almas, a amizade lhe é fonte emanadora, e a fraternidade, os raios que fazem espargir sua luz transformadora.
O ser amigo é amigo de um ou de alguns. Entretanto o ser fraterno é o “ser amigo” que deixa de ser uma entidade receptora, tornando-se uma individualidade emanadora de amizade, irradiando sua luz em todas as direções independentemente das possibilidades, pessoas, coisas ou circunstâncias.
Por isso a fratrernidade é a incubadora mais próxima para o amor! O “ser fraterno” confraterniza num entrelaçamento profundo ao passo que na conquista do amor ele simplesmente ama independente de qualquer situação.





